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quarta-feira, 12 de março de 2014

CONSTRUINDO SEU SONHO Parte 2 - Mão-de-Obra

Depois de aprovada a documentação, é hora de por o projeto em prática, para tanto você precisará de profissionais competentes que garantam a perfeita execução  da obra. Para que você possa passar por esta etapa sem prejuízos e dores de cabeça é prudente contratar mão de obra especializada, entidades de classes e associações de engenharia são boas indicações para encontrar trabalhadores capacitados, pois oferecem um banco de dados com profissionais cadastrados e habilitados (Ex.: CREA, CONFEA, CAU,...etc), é aconselhável também checar seus trabalhos já executados atestados através da Certidão de Acerto Técnico (CAT), expedido pelo CREA. A CAT discrimina o seu desempenho, o nome do cliente para quem prestou serviços, prazos e outras condições, importante também verificar se os arquitetos e engenheiros possuem registro profissional na entidade.
É necessário fazer um contrato por escrito para qualquer prestação de serviços na área da construção civil para garantir que todas as etapas sejam cumpridas de acordo com o prometido, deve-se procurar sempre profissionais habilitados e realizar o contrato com a descrição de todos os serviços a serem prestados, prazos, pagamentos, e a emissão de uma ART, que é o contrato legal que atesta a habilitação. Vale também lembrar que é importante estipular no contrato quais as responsabilidades legais de mão de obra, como registro em carteira, pagamento das contrituiçoes sociais e subempreitada.

Outra forma indicada como precaução é o conhecimento do que acontece na obra, visite regularmente o local e procure acompanhar as etapas da construção familiarizando-se com os profissionais e suas tarefas, desta forma você estará a par de tudo e poderá questionar a execução.


Arquiteto

É ele quem define o projeto da casa, por isso deve ser o primeiro a ser contratado, antes mesmo da compra do terreno. Ele irá orienta-lo na escolha do local para construção e nas demais decisões que você precisará tomar. Após uma consulta sobre suas necessidades preferencias e disponibilidade financeira, ele fará as plantas baixas, perspectivas e o projeto executivo da obra. Ele também pode ser o responsável técnico pela execução, fazendo a supervisão, planejamento, desenho técnico, estudo da viabilidade-tecnico-economica da obra, vistoria, perícia, mensuração, padronização, controle de qualidade e fiscalização da construção. Os serviços que ele prestará devem ser estabelecidos em contrato.

TECNÓLOGO EM CONSTRUÇAO CIVIL

Por ter um nível superior, pode transformar os conhecimentos científicos e tecnológicos, necessários aos trabalhos de pesquisa, ensino, desenvolvimento e gestão tecnológica, em processos, projetos, produtos e serviços. No campo da construção civil, o tecnólogo está habilitado a planejar, administrar e executar obras e ainda fiscalizar serviços. Pode também elaborar orçamentos e memoriais descritivos, especificar materiais, fazer o controle de qualidade, conduzir trabalhos técnicos bem como realizar análises econômico financeiras de alternativas e estudos da viabilidade técnico financeira do empreendimento.


ENGENHEIRO CIVIL

O diferencial principal no trabalho do engenheiro e do arquiteto é que o primeiro se dedica aos projetos técnicos e execução da obra. Ele deve acompanhar todas as etapas da construção e elaborar a planilha de custos da casa. O Engenheiro deve estar sempre presenta na obra para orientar os operários e dar explicações sobre os serviços técnicos da construção. É frequente sua indicação pelo arquiteto, facilitando a comunicação e esclarecimentos sobre a obra.


DEMAIS ESPECIALIDADES DA ENGENHARIA:

ENGENHEIRO CIVIL ESPECIALIZADO EM CÁLCULO ESTRUTURAL

É ele quem garante a resistência e a estabilidade da construção a partir de um projeto de estrutura. Fundamentado em nomas técnicas, define quais são os tipos de estrutura e função adequados as posições e dimensões dos pilares, lajes e vigas com base no projeto arquitetônico e no relatório de sondagem no terreno. As soluções que o calculista encontra para resolver problemas estruturais não devem interferir no projeto do arquiteto. Ele pode se responsabilizar pela execução de obras perante órgãos públicos.

ENGENHEIRO CIVIL ESPECIALIZADO EM ELÉTRICA

Responsável por projetar toda a parte de instalações elétricas, ele deve calcular a potencia de energia necessária para o consumo e estipular o tipo de entrada necessário a partir das normas da Associação Brasileira de Normas Técnias (ABNT) e das concessionárias de energia e serviços. É ele quem define o tamanho, a localização e posição do quadro elétrico. Todo o seu trabalho tem como base a análise do projeto arquitetônico. Pensando em custos de implantação e economia mensal, o engenheiro elétrico pode ajudar a definir o melhor tipo de energia e sistema mais adequado para o aquecimento de água. Ele também pode fiscalizar e executar serviços de obra e orientar a compra especificando materiais.

ENGENHEIRO CIVIL ESPECIALIZADO EM HIDRÁULICA

O projeto de instalação hidráulica é de sua responsabilidade. Ele deve incluir sistemas de água, esgoto, gás e águas pluviais. O engenheiro hidráulico desenvolve o projeto a partir de cálculos de vazão e pressão desenhos e memoriais descritivos que indicam espaços e locais para instalação de caixa d’água, aquecedores, bombas de pressurização e caminhos de tubo para águas quente e fria.

MESTRE DE OBRAS

É ele quem verifica se as ordens do engenheiro estão sendo cumpridas e faz com que prazos e especificações sejam respeitados, sua presença na obra é fundamental do inicio ao fim da construção. Dentre suas funções também estão a análise da mistura do concreto, verificação das medidas das formas, espessura e quantidade de ferro, posição e alinhamento das paredes e tubulações. Este profissional não tem formação acadêmica, mas conhece todas as etapas da obra na prática.

Servente

Ajuda a todos os trabalhadores da obra e por isso aprende um pouco de cada função. Ele auxilia diretamente o pedreiro, o carpinteiro e o armador e ainda faz o transporte de materiais e preparo da argamassa. Também deve estar presente na obra do inicio ao fim.

ENCARREGADO

Assume o comando na ausência do mestre de obras, executando suas funções. Acompanha a construção do começo ao fim.

Pedreiro

Entre outras funções, é o responsável pela execução  da construção de alvenaria, concretagem e assentamentos de piso e parede. Cuida também dos materiais que serão utilizados na obra, como argamassa, mistura de cimento, areia e água. O engenheiro pode indicar a contratação de um pedreiro de sua confiança.

Carpinteiro

É ele quem constrói o cande obras quando este for em madeira. Além disso, tem a função de cortar, montar e instalar peças de madeira, como andaimes, tapumes e formas estruturais. Já a instalação das esquadrias de madeira fica por conta do marceneiro.
  
Empreiteiro

Este profissional é responsável por toda mão de obra. Ele deve orientar e controlar todas as etapas da construção. Além disso, ele pode ser responsável também pela compra parcial ou total dos materiais da construção e acabamento.

Armador

Executa os serviços de estruturas como vigas, lajes e estruturas. É imprescindível sua participação desde a fase de execução das fundações até a conclusão das lajes. É ele quem deve dobrar, cortar e montar os ferros estruturais, monta a armadura dentro da estrutura.
Serralheiro

Efetua uma Montagem de esquadrias de Proteção, Portões, Escadas corrimãos e peitoris de ferro, de Além dos Demais Trabalhos com Este material. Caso SEJA materiais Utilizado metálico no Telhado, o serralheiro desen executar o Trabalho de Montagem.

ENCANADOR

E Responsável Pela Execuções fazer Projeto de Instalação hidráulica Feito Pelo engenheiro. Ele. desen Estar na Obra em Tres momentos: Durante a Construção fazer canteiro, parágrafo Fazer o Ponto de Água; na Execuções da Estrutura, parágrafo encaixar um Tubulação de Passagem, e parágrafo Instalar OS Tubos e Ligar OS pontos de Distribuição.

PINTOR

Tenha cuidado ao escolher este profissional que será responsável pela apresentação visual da sua casa. O bom profissional tem que ser cuidadoso e executar o trabalho em um ambiente sem sujar os demais, para evitar problemas faça um contrato que estipule todos os serviços que ele deverá prestar e discrimine prazos.

Eletricista

Para interpretar as plantas feitas pelo engenheiro é o profissional mais indicado. Entre outros trabalhos efetua as ligações de luz elétrica, tanto as provisórias quanto as permanentes e faz as instalações de telefonia.

Gesseiro

Forros e trabalhos de sancas de gesso entre outros componentes feitos deste material são de sua responsabilidade de instalação.

TELHADISTA

Este profissional é um carpinteiro especializado em montagem de telhados. O trabalho deve ser bem elaborado pois é uma etapa complicada e delicada da construção, pelo fato do telhado ser a principal proteção da casa. O telhadista deve ter noções de desenho técnico para realizar a leitura correta das plantas elaboradas pelo arquiteto ou engenheiro.


EPI - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - NAO BASTA FORNECER é Preciso FISCALIZAR

O Equipamento de Proteção Individual - EPI é todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado a proteção contra riscos capazes de ameaçar a sua segurança e a sua saúde.
O uso deste tipo de equipamento só deverá ser feito quando não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a atividade, ou seja, quando as medidas de proteção coletiva não forem viáveis, eficientes e suficientes para a atenuação dos riscos e não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho.
Os equipamentos de proteção coletiva - EPC são dispositivos utilizados no ambiente de trabalho com o objetivo de proteger os trabalhadores dos riscos inerentes aos processos, tais como o enclausuramento acústico de fontes de ruído, a ventilação dos locais de trabalho, a proteção de partes móveis de máquinas e equipamentos, a sinalização de segurança, dentre outros.
Como o EPC não depende da vontade do trabalhador para atender suas finalidades, este tem maior preferência pela utilização do EPI, já que colabora no processo minimizando os efeitos negativos de um ambiente de trabalho que apresenta diversos riscos ao trabalhador.
Portanto, o EPI será obrigatório somente se o EPC não atenuar os riscos completamente ou se oferecer proteção parcialmente.
Conforme dispõe a Norma Regulamentadora 6, a empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:
a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho;
b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e
c) para atender a situações de emergência.
Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT, ou a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA nas empresas desobrigadas de manter o SESMT, recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco existente em determinada atividade.
Os tipos de EPI´s utilizados podem variar dependendo do tipo de atividade ou de riscos que poderão ameaçar a segurança e a saúde do trabalhador e da parte do corpo que se pretende proteger, tais como:

Proteção auditiva: abafadores de ruídos ou protetores auriculares;
Proteção respiratória: máscaras e filtro;
Proteção visual e facial: óculos e viseiras;
Proteção da cabeça: capacetes;
Proteção de mãos e braços: luvas e mangotes;
Proteção de pernas e pés: sapatos, botas e botinas;
Proteção contra quedas: cintos de segurança e cinturões.
O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação - CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.
Dentre as atribuições exigidas pela NR-6, cabe ao empregador as seguintes obrigações:
Adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade;
Exigir seu uso;
Fornecer ao trabalhador somente o equipamento aprovado pelo órgão, nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;
Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação;
Substituir imediatamente o EPI, quando danificado ou extraviado;
Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e comunicar o MTE qualquer irregularidade observada;
O empregado também terá que observar as seguintes obrigações:
Utilizar o EPI apenas para a finalidade a que se destina;
Responsabilizar-se pela guarda e conservação;
Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio ao uso; e cumprir as determinações do empregador sob o uso pessoal;
Os Equipamentos de Proteção Individual além de essenciais à proteção do trabalhador, visando a manutenção de sua saúde física e proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho, podem também proporcionar a redução de custos ao empregador.

É o caso de empresas que desenvolvem atividades insalubres e que o nível de ruído, por exemplo, está acima dos limites de tolerância previstos na NR-15. Neste caso, a empresa deveria pagar o adicional de insalubridade de acordo com o grau de enquadramento, podendo ser de 10%, 20% ou 40%.
Com a utilização do EPI a empresa poderá eliminar ou neutralizar o nível do ruído já que, com a utilização adequada do equipamento, o dano que o ruído poderia causar à audição do empregado será eliminado.
A eliminação do ruído ou a neutralização em nível abaixo do limite de tolerância isenta a empresa do pagamento do adicional, além de evitar quaisquer possibilidades futuras de pagamento de indenização de danos morais ou materiais em função da falta de utilização do EPI.
Entretanto, é importante ressaltar que não basta o fornecimento do EPI ao empregado por parte do empregador, pois é obrigação deste fiscalizar o empregado de modo a garantir que o equipamento esteja sendo utilizado.
São muitos os casos de empregados que, com desculpas de que não se acostumam ou que o EPI o incomoda no exercício da função, deixam de utilizá-lo e consequentemente, passam a sofrer as consequências de um ambiente de trabalho insalubre.
Nestes casos o empregador deve utilizar-se de seu poder diretivo e obrigar o empregado a utilizar o equipamento, sob pena de advertência e suspensão num primeiro momento e, havendo reincidências, sofrer punições mais severas como a demissão por justa causa.

Para a Justiça do Trabalho o fato de comprovar que o empregado recebeu o equipamento (por meio de ficha de entrega de EPI), por exemplo, não exime o empregador do pagamento de uma eventual indenização, pois a norma estabelece que o empregador deva garantir o seu uso, o que se faz através de fiscalização e de medidas coercitivas, se for o caso.

TIPOS DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

CAPACETE DE SEGURANÇA


É usado para proteção contra impactos de objetos sobre a cabeça e seu uso é obrigatório tanto por quem trabalha como por quem visita a obra. O casco é feito de material plástico rígido de alta resistência a penetração e ao impacto. Deve ter uma suspensão que permite o ajuste e amortece os impactos.

PROTETORES AUDITIVOS

Tem a função de proteger os ouvidos contra os níveis de pressão sonora superiores ao estabelecido na Norma Regulamentadora, que é de 85 decibéis para oito horas de exposição. São encontrados nos modelos plug ou abafador e podem ser confeccionados em plástico de alto impacto com acolchoado de espuma proporcionando uma perfeita vedação

LUVAS

São usadas para proteger as mãos e os punhos dos operários contra agentes abrasivos, escoriantes, cortantes, perfurantes e contra agentes químicos e vibrações. É o equipamento com maior diversidade de especificações e de uso obrigatório em qualquer etapa da obra. São fabricadas em materiais como a borracha para trabalhos com eletricidade, PVC para atividades com agentes químicos e em raspa de couro contra arranhões, cortes e outros tipos de machucado.

CINTURÕES DE SEGURANÇA

Existem dois tipos que são obrigatórios na construção civil. O tipo abdominal deve ser usado somente em serviços de eletricidade e em situações que funcione como limitador de movimentação. Já o cinto de segurança tipo para-quedista é de uso obrigatório em atividades com maid de 2m de altura e tem a função de evitar a queda dos trabalhadorews. Fabricados em materiais como o naylon e o couro, podem ser encontrados nos tipos para-quedista ou eletricista.

PROTETOR RESPIRATÓRIO

Protege as vias respiratórias da poeira e névoa geradas por operações e processos mecânicos em que os materiais sólidos são quebrados, moídos ou triturados. É composto por camadas filtrantes de fibras sintéticas que protegem as vias respiratórias dos usuários. É obrigatório em atividades como pintura soldagem e trabalhos com estrutura metálica.


CALÇADOS

São obrigatórios em todas as atividades de uma obra e podem ser botas ou sapatos. As botas feitas de PVC e com solado antiderrapante são usadas em locais úmidos, inundados ou com a presença de ácidos. Já os sapatos de couro devem ter solados em poliuretano. A versão com biqueira de aço protege de materiais pesados que possam cair nos pés dos usuários. Já o modelo com palmilha de aço evita perfurações nos pés.

OCULOS DE PROTEÇÃO

São especificados de acordo com o tipo de risco e são obrigatórios em atividades como demolição, carpintaria, armações de aço, estruturas de concreto e metálica, soldagem, alvenaria, trabalhos com agentes químicos ou com maçarico entre outros. São fabricados em PVC rígido ou policarbonato de celulose e naylon.

PROTEÇÃO COLETIVA
As medidas de proteção coletiva devem sempre ser priorizadas em relação as medidas individuais pois sua implantação é mais eficiente.
Entre os principais equipamentos e disposirtivos de segurança de proteção coletiva estão os seguintes:
CABO GUIA OU CABO DE SEGURANÇA: deve estar ancorado a estrutura onde são fixadas as ligações dos cintos de segurança;
DISPOSITIVO LIMITADOR DE CURSO: permite uma sobreposição segura dos montantes da escada extensível;
GAIOLA DE PROTEÇÃO: item existente na escada fixa do tipo marinheiro para evitar a queda das pessoas;
RODAPÉ E GUARDA CORPO: estes dispositivos existentes em passarelas e rampas são usados para impedir a queda de materiais e pessoas;
REDE DE PROTEÇÃO: fabricada em material resistente e elástico tem a finalidade de amortecer a queda do trabalhador;
TRAVA DE SEGURANÇA: é um sistema de travamento de máquinas e elevadores. Além destes itens, existem vários outros que garantem a segurança de quem está transitando e trabalhando na obra. Por isso é importante contar com a assessoria de um técnico de segurança do trabalho, que especificará o que não poderá faltar em sua construção




sábado, 8 de fevereiro de 2014

CONSTRUINDO SEU SONHO Parte 1 - Terreno

Parte 1 – TERRENO

Na hora da aquisição do terreno, conte com a ajuda de um profissional para escolher o lote que mais se adequará ao seu projeto
O primeiro grande passo para quem irá construir é a compra do terreno. Na hora da escolha diverso fatores devem ser levados em consideração e um bom planejamento é fundamental. Por isso, é importante contar com a consultoria de um profissional especializado, devidamente registrado em sua categoria de classe (CREA ou CAU), que irá analisar as condições locais e indicará o lote que mais corresponderá as suas expectativas. O profissional ajudará a levantar os itens importantes que ajudarão a tomar decisões, posições do terreno perante as vias principais, posição do sol, abastecimento de água, luz, solo, posição da casa dos vizinhos, nível do terreno e a necessidade de aterro, muros de arrimo e saídas de águas pluviais, esgoto estão entre os fatores que quando vistos anteriormente a compra do lote, contribuirão com o planejamento de custos e análise do melhor negócio sem trazer arrependimento e supresas.
Antes de fechar o seu negócio é imprescindível checar se não há dividas em relação ao atraso de impostos e se o terreno não está alienado a instituições financeiras. Os cuidadados devem ser redobrados em casos de aquisição de terreno em loteamentos, deve-se verificar se tem aprovação da prefeitura e ficar atento aos aspectos técnicos regidos pelo código de obras e edificações do município através da Administração Regional do Municipio. Para se evitar riscos futuros é aconselhável que seja verificado na Secretaria Municipal de Habitação se a área não é de utilicade pública.

Outro ponto importante é a arborização do local. Caso haja muitas árvores no terreno e seja necessário o corte para realização da obra, consulte a legislação especifica do seu município. O corte indiscriminado de árvores é considerado crime ambiental. Caso o local seja de Proteção Ambiental Permanente (APP), não serão autorizados cortes. Certas áreas são de jurisdição estadual, portante, certifique-se no Departamento Estadual de Proteçao dos Recursos Naturais (DEPRN) ou Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovaveis (Ibama).

LOCALIZAÇÃO

Fique atento ao local e proximidade do terreno antes da compra. Analise a vizinhança, verifique se há por perto pontos comerciais como é o movimento local durante o dia e a noite se há feira livre, transito, fácil acesso, problemas como enchentes entre outros, verifique se não há construções por perto que poderão atrapalhar a luminosidade e interferir em sua privacidade, vale também verificar o padrão das construções próximas para evitar que sua futura residência possa desvalorizar.
Caso seu interesse seja por um lote de esquina, lembre-se que o projeto pode ficar mais bonito, porém o aproveitamento do terreno pode ser menor, as vantagens deste tipo de lote são a fachada mais valorizada e opção de mais acessos a residência conseguindo assim versatilidade e mais opções de projetos. O desafio é conseguir um melhor aproveitamento deste terreno lembrando que serão necessários recuos laterais. Terrenos em lugares altos também apresentam prós e contras, eles são valorizados pela vista local mas a construção poderá ser mais difícil e os gastos maiores.

MEDIDAS

Confira se as medidas reais do terreno conferem com as indicadas na escritura. As vezes a metragem feita pelo arquiteto ou engenheiro apresenta poucos centímetros a mais ou a menos e a diferença poderá ser sentida na construção. O profissional responsável deverá fazer a planta da casa de acordo com as medidas reais do lote.

SOLO

O solo também deve ser analisado para garantir a escolha do melhor tipo de fundação. Normalmente empresas especializadas em prospecção de solo fazem a sondagem do terreno, são feitas perfurações em vários pontos do terreno para verificação dos tipos de solo encontrados a cada profundidade. A empresa emite um laudo e com isso o engenheiro calculista irá definir o tipo de fundações e estrutura que serão adotadas. Nesta etapa são verificados problemas de estabilidade encharcamento do solo e sua resistência, vale também conversar com os vizinhos para obter informações sobre o terreno antes de contratar a empresa que executará as sondagens.

INFLUENCIA DO SOL

Imagine uma casa onde os quartos recebem o sol da tarde. A consequência disso é o calor noturno no ambiente de dormir, isto traz desconforto, já quem em uma noite muito quente é mais difícil dormir e a falta de sono trazem muitos problemas para a saúde, sem contar que nos atrapalha no trabalho, estudos e outras atividades cotidianas.
Conhecer a face de maior incidência solar garantirá um projeto com boba iluminação nos cômodos e temperatura agradável, a posição do terreno em relação ao sol vai definir a implantação da construção, se o terreno tem a face nordeste ideal para posicionar as janelas dos dormitórios, voltada para uma das laterais será necessário manter um recuo lateral relativamente grande do terreno vizinho para se garantir uma boa insolação, por outro lado se a face nordeste estiver de frente para a rua esse recuo já estará garantido porém será preciso verificar que tipo de tráfego haverá nessa via pública e se o possível ruído gerado não vai incomodar os futuros moradores. O projeto arquitetônico deve oferecer soluções para garantir uma boa luminosidade como locação das janelas, vãos, implantação de claraboias entre outros.

AGUA

A instalação de água é imprescindível desde as primeiras etapas da obra, por isso o local deve ser servido pela rede de água e esgoto da região.  É necessário requisitar junto a empresa  e/ou concessionária de abastecimento de água da cidade a ligação provisória para o consumo na obra antes mesmo de começar a construir pois a instalação pode demorar de 15 a 30 dias. Se a área onde se localiza o terreno não contar com rede de distribuição de água será necessário perfurar um poço em local definitivo, conhecido como cisterna. Importante também verificar a caída de água das chuvas dentro do terreno. Detectado com antecedência um bom planejamento evitará problemas futuros.

LUZ

A energia elétrica também é fundamental desde o inicio da obra. Deve-se encaminhar uma carta para a concessionária da região, juntamente com um estudo e orçamento da obra, projeto aprovado e a potencia necessária para o canteiro. A ligação da rede elétrica será provisória e após a conclusão da construção, deverá ser feito o pedido definitivo a concessionária.

ESGOTO

Em alguns locais pode-se encontrar  terrenos com abastecimento de água e sem rede de esgoto. Nestes casos o mais indicado é a perfuração de um local do terreno para fazer uma fossa séptica provisória. Para calcular o tamanho da fossa utilize como base a quantidade de trabalhadores que a utilizarão. Abra um buraco na terra e projete-o com tábuas de madeira. Como ela não será definitiva, não é preciso utilizar tijolos ou concreto. Ao final da obra jogue cal no buraco e aterre-o. caso não haja previsão da chegada da rede de esgoto por parte da prefeitura faça uma fossa definitiva de acordo com as normas técnias apropriadas

GÁS

Cuidado na hora da instalação do gás. Por ser um produto inflamável, siga as normas técnicas indicadas e faça um bom planejamento para não ter problemas futuros. No momento da instalação a empresa distribuidora deverá fazer um teste para verificar se as ligações estão de acordo com as nomras e se garantirão a segurança local.

EM DIA COM A LEI

Na hora da compra, verifique nos respectivos órgãos se todos os documentos relacionados ao registro do terreno estão regularizados. Pode ser um pouco demorado, mas ao saber que tudo está de acordo com a lei poderá ficar tranquilo com a garantia de que não terá problemas na obra.
Se o terreno adquirido for localizado em um loteamento peça uma cópia da planta e verifique a situação do registro na prefeitura através do número  de matricula do documento. É importante também solicitar uma certidão negativa de débito do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU). Também comprova a legalidade do loteamento o alvará de aprovação  emitidos pelo órgão competente do Poder Público Municipal.
A cessão de direitos não deve ser aceita pelo proprietário peça a certidão de propriedade no Cartório de Registro de Imóveis, onde está matriculado o terreno e analise o histórico do imóvel e as operações realizadas até o momento, lá você também poderá solicitar uma Certidão Vintenária que traz as informações de compra e venda mudanças, penhoras ou hipoteca que podem ter ocorrido nos últimos 20 anos.
Peça ainda as certidões dos distribuidores forenses (Civeis, Fiscais e Justiça Federal) que podem ser obtidas nos fóruns da cidade em que o vendedor mora ou do local do terreno. Com isso você terá a certeza de que a autorização para a construção será concedida assim como a escritura do imóvel.

TOPOGRAFIA


Os terrenos podem ser planos, em aclive ou declive. Para obter economia na hora da construção  o perfil natural do terreno deve ser explorado ao máximo. O profissional responsável pelo seu projeto e/ou execução deverá buscar soluções para o melhor aproveitamento do espaço, de acordo com o estilo de residência desejado pelo cliente. É possível  aproveitar o desnível do terreno e conseguir boas soluções  com ambientes distribuídos em níveis diferentes. Caso o terreno seja em aclive ou declive e o proprietário não abra mão de uma casa plana, será preciso fazer uma movimentação de terra e contratar serviços de terraplenagem. O mesmo vale para terrenos planos e necessidade de construção de ambientes em níveis diferentes. O desnível do terreno é verificado em relação ao nível da rua. A topografia é classificada em:

PLANO: Quando o terreno possui um desnível mínimo ou não possui desnível e a superfície acompanha o nível da rua.


ACLIVE: Quando o terreno se apresenta numa subida em relação ao nível da rua.


DECLIVE: Quando o terreno se apresenta numa descida em relação ao nível da rua.

FECHANDO NEGÓCIO
Seguro de que toda documentação está em dia, você já pode concluir a compra. Um advogado deve redigir um contrato de compromisso de venda e compra do imóvel no qual devem estar especificados: o valor a ser pago, a forma de pagamento, descrição do terreno e o número de matricula no Reigistro de imóveis.
Importante conferir os seus dados pessoais e os dados do vendedor que também deem constar no contrato. A ultima parcela deverá ser paga contra o recebimento da escritura. Lembre-se que você terá despesas com o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), escritura e registro no Cartório de Imóveis.
HABITE-SE OU AUTO DE CONCLUSÃO
O Habite-se é importante por que este documento será necessário para a averbação da propriedade no cartório de registro de imóveis. Esta averbação refere-se a inclusão do imóvel construído na escritura do terreno legalizando e atualizando a propriedade no todo. Com o Habite-se expedido pela prefeitura local e a Certidão Negativa de Débito do INSS (CNS/INSS) em mãos, providencie a averbação da construção da matrícula do imóvel no Cartório de Imóveis competente. A averbação “transforma” o terreno em casa.
Um engenheiro ou arquiteto fiscal fará uma vistoria no local para verificar se a planta está de acordo com as exigências da lei, se tudo estiver dentro da lei o Habite-se é liberado.

ANTES DA COMPRA VOCE PRECISA

·         Certidão de matricula do terreno no Cartório de Registro de Imóveis da região;
·         Certidão Negativa de Débitos (CND) emitidos pelo INSS, se a compra for feita de uma pessoa jurídica;
·         Certidão de Quitação de Tributos Federais (CQTF), se a compra for feita de uma pessoa jurídica;
·         Certidão Negativa de Tributos Imobiliários emitida pela prefeitura municipal;

APÓS A COMPRA:

·         Assim que quitar a divida e obtiver a escritura definitiva, registre-a no Cartório de Registro de imóveis;

CALÇADAS

Na entrada da sua casa, você é o responsável pela sua calçada. Atente para o conforto e segurança dos pedestres e para as medidas mínimas exigidas. 


CORTE DE ÁRVORES:


Não retire qualquer espécie de árvores sem antes consultar os órgãos competentes.  O corte sem a permissão destes órgãos pode resultar em penalidades para o contratante e para a empresa contratada conforme a lei vigente do município.



sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

CONSTRUINDO SEU SONHO

Inicio

A compra da casa própria costuma ser o principal objetivo financeiro para a maioria das pessoas. Isso se dá, possivelmente pela ideia de estabilidade que ela representa, normalmente acompanhada de uma sensação de maior segurança quanto ao futuro. O planejamento da compra do seu imóvel é algo que merece muito cuidado devido ao alto valor investido. Também por essa razão, normalmente a aquisição é realizada por meio de financiamento imobiliário, sendo mais raro que alguém disponha dos recursos necessários para adquirir seu imóvel à vista. A ideia do blog é dar uma noção exata sobre todas as etapas que envolvem este sonho, etapas estas que serão detalhadas desde o planejamento, elaboração do projeto e construção da sua casa.

Boa leitura 

Construir a casa própria é o maior desejo de muita gente, nesta hora, o ideal ~e planejar tudo em detalhes para que o resultado seja conforme o esperado.

A COMPRA DO TERRENO.

O mais indicado na hora de comprar o lote é ter um arquiteto que lhe oriente. Ele irá analisar uma série de fatores que poderão interferir no projeto de sua residência. Além disso, o arquiteto é quem dirá se o lote conseguirá atender o perfil de moradia que o cliente deseja. Praticamente tudo tem que ser examinado, incidência de sol, ventilação, tipo de solo, clima, a topografia do terreno, importante para saber se haverá necessidade de terraplenagem que aumentará significativamente os custos, o acesso ao local, a expectativa de valorização da área, a vizinhança entre outros, são os fatores consideráveis, outros pontos importantes a serem levados em conta são a segurança e a infra estrutura locais.

PROJETO

Um bom planejamento certamente consegue soluções econômicas. Para isso o arquiteto deve analisar as melhores formas de construção setorização dos ambientes para economia com instalações melhores materiais entre outros fatores. Saliento aqui também que o cliente pode fazer modificações no projeto no decorrer da obra, mas ele deve estar ciente de que isto poderá causar atrasos no prazo previsto no cronograma.

COMPRA DOS MATERIAIS

O custo benefício de cada material escolhido deve ser analisado. Vale fazer uma pesquisa minuciosa em lojas diferentes e comparar os orçamentos fornecidos. Na hora do recebimento do smateriais, é necessário conferir tudo, pois muitas vezes chegam trocados ou danificados. Faça um planejamento detalhado da quantidade necessária para que não haja desperdício de material no final. Ao materiais de acabamento devem receber atenção especial. Eles devem corresponder ao estilo da arquitetura e tr boa qualidade. O arquiteto saberá indicar quais são os melhores materiais os mais duráveis, os de melhor tecnologia e estética.

PLANEJAMENTO

quente. Esse estilo foi muito usado em construções rurais sem mão de obra especializada e sem materiais sofisticados.
Durante a etapa de planejamento você deverá informar ao profissional responsável pelo projeto de sua casa quanto pretende investir na construção de sua residência. A partir disso, o profissional fará o planejamento para adequar as suas necessidades e o valor disponível para a obra e com isso, será feito um custo estimado de cada fase.
Exemplo de planilha de planejamento:
a)      Projetos e visitas técnicas (Arquitetura, estruturas e instalações hidráulicas e elétricas);
b)      Acompanhamento da obra;
c)       Barracão da obra e serviços prelminiares (mão de obra);
d)      Fundação (Sapatas e baldrames);
e)      Alvenaria e estrutura (mão de obra, materiais);
f)       Instalação hidráulica (mão de obra, materiais);
g)      Instalação elétrica (mão de obra, materiais);
h)      Cobertura (mão de obra, materiais);
i)        Reboco (mão de obra, materiais);
j)        Pisos e azulejos (mão de obra, materiais);
k)      Pintura (mão de obra, materiais);
l)        Outros acabamentos;
m)    Gesso;
n)      Granitos;
o)      Aquecimento solar;
p)      Marcenaria;
q)      Esquadrias (mão de obra, materiais);

MUITA ATENÇÃO.

Antes da compra do terreno  procure um profissional para orienta-lo a escolher o local que melhor se adaptará ao seu projeto.





sábado, 7 de dezembro de 2013

Saúde e Segurança do Trabalho

Desde que o Brasil incorporou ao seu ordenamento jurídico a primeira Convenção da OIT que dispunha sobre Segurança e Saúde dos Trabalhadores e o Meio Ambiente de Trabalho, muito vem sendo feito para aprimorar a legislação e fiscalização das normas ligadas a esta área.

Todas estas iniciativas são importantes e podem servir de exemplo, no entanto o que se vê na prática é que as normas regulamentadoras são implantadas parcialmente e a solução passa necessariamente pela mudança de cultura do setor. Melhorias na gestão de saúde e segurança são economicamente possíveis e constituem-se em vantagem competitiva às empresas brasileiras.

Os custos envolvidos com PCMAT (Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção), em obras de moradias coletivas verticais, é da ordem de 1,5%. Nesse custos estão incluídos a implantação, manutenção e a avaliação do Programa, correspondendo a um custo médio de R$ 4,35/m² da obra. 

Os programas voltados à Saúde e Segurança do Trabalho devem ser implantados e revalidados em cada etapa da obra. Esse é um dos grandes problemas, visto que a maior parte dos casos não saem do papel.  Na visão do Engenheiro de Segurança Luis Paulo Sarate da empresa SAFE “Estes custos são baixos e justificariam  o investimento especialmente se comparados com os riscos. Uma Ação Civil Pública de indenização, conforme o caso, pode alcançar valores muito acima de R$500mil.”


Sendo assim, para que os objetivos sejam alcançados, espera-se não só que as empresas façam sua parte, mapeando seus pontos fortes e críticos, traçando o perfil de seu negócio de forma a adequar, priorizar e implementar uma gestão integrada envolvendo de forma comprometida todos os que estão direta ou indiretamente ligados ao projeto, mas também e especialmente que o Programa Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho para a Indústria de Construção, a ser divulgado dia 13 de novembro de 2013, preveja incentivos, apoios e/ou financiamento viabilizando a efetiva transformação pretendida.

domingo, 20 de outubro de 2013

Poluição da Água

Introdução 
A água é um bem precioso e cada vez mais tema de debates no mundo todo. O uso irracional e a poluição de fontes importantes (rios e lagos), podem ocasionar a falta de água doce muito em breve, caso nenhuma providência seja tomada.
Falta de água 
Este milênio que está começando, apresenta o grande desafio de evitar a falta de água. Um estudo recente da revista Science (julho de 2000) mostrou que aproximadamente 2 bilhões de habitantes enfrentam a falta de água no mundo. Em breve poderá faltar água para irrigação em diversos países, principalmente nos mais pobres. Os continentes mais atingidos pela falta de água são: África, Ásia Central e o Oriente Médio. Entre os anos de 1990 e 1995, a necessidade por água doce aumentou cerca de duas vezes mais que a população mundial. Isso ocorreu provocado pelo alto consumo de água em atividades industriais e zonas agrícolas. Infelizmente, apenas 2,5% da água do planeta Terra são de água doce, sendo que apenas 0,08% está em regiões acessíveis ao ser humano.
Causas da poluição das águas do planeta 
As principais causas de deteriorização dos rios, lagos e dos oceanos são: poluição e contaminação por poluentes e esgotos. O ser humano tem causado todo este prejuízo à natureza, através dos lixos, esgotos, dejetos químicos industriais e mineração sem controle.
Em função destes problemas, os governos preocupados, tem incentivado a exploração de aqüíferos (grandes reservas de água doce subterrâneas). Na América do Sul, temos o Aqüífero Guarani, um dos maiores do mundo e ainda pouco utilizado.Grande parte das águas deste aqüífero situa-se em subsolo brasileiro.
Problemas gerados pela poluição das águas 
Estudos da Comissão Mundial de Água e de outros organismos internacionais demonstram que cerca de 3 bilhões de habitantes em nosso planeta estão vivendo sem o mínimo necessário de condições sanitárias.Um milhão não tem acesso à água potável. Em virtude desses graves problemas, espalham-se diversas doenças como diarréia, esquistossomose, hepatite e febre tifóide, que matam mais de 5 milhões de seres humanos por ano, sendo que um número maior de doentes sobrecarregam os precários sistemas de saúde destes países.
Soluções 
Com o objetivo de buscar soluções para os problemas dos recursos hídricos da Terra, foi realizado no Japão, em março de 2003, o III Fórum Mundial de Água. Políticos, estudiosos e autoridades do mundo todo aprovaram medidas e mecanismos de preservação dos recursos hídricos. Estes documentos reafirmam que a água doce é extremamente importante para a vida e saúde das pessoas e defende que, para que ela não falte no século XXI, alguns desafios devem ser urgentemente superados: o atendimento das necessidades básicas da população, a garantia do abastecimento de alimentos, a proteção dos ecossistemas e mananciais, a administração de riscos, a valorização da água, a divisão dos recursos hídricos e a eficiente administração dos recursos hídricos.
Embora muitas soluções sejam buscadas em esferas governamentais e em congressos mundiais, no cotidiano todos podem colaborar para que a água doce não falte. A economia e o uso racional da água deve estar presente nas atitudes diárias de cada cidadão. A pessoa consciente deve economizar, pois o desperdício de água doce pode trazer drásticas conseqüências num futuro pouco distante.
Dicas de economia de água: Feche bem as torneiras, regule a descarga do banheiro, tome banhos curtos, não gaste água lavando carro ou calçadas, reutilize a água para diversas atividades, não jogue lixo em rios e lagos, respeite as regiões de mananciais.
Dicas para ajudar a diminuir a poluição das águas: não jogar lixos em rios, praias, lagos, etc. Não descartar óleo de fritura na rede de esgoto. Não utilizar agrotóxicos e defensivos agrícolas em áreas próximas à fontes de água. Não lançar esgoto doméstico em córregos. Não jogar produtos químicos, combustíveis ou detergentes nas águas.



quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Construção: índices contraditórios e esperança nas obras de Infraestrutura

O setor de construção civil brasileiro enfrenta um momento complicado, dados divulgados na revista Valor Setorial - Construção Civil mostram que indicadores relacionados ao setor da Construção têm sido contraditórios. Um exemplo desta contradição é que enquanto a projeção de crescimento dos recursos da poupança destinados ao financiamento habitacional é de 15% ao ano, cidades como Salvador e Belo Horizonte veem as vendas imobiliárias recuarem 5% e 15,89%, respectivamente.
De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que desde 2010 monitora o nível de confiança da construção, agosto teve índice recorde de pessimismo entre os empresários do setor. As principais queixas foram demanda insuficiente, aumento no custo de matéria-prima e de mão-de-obra. Outro fator que gerou desânimo aos empresários foi fato de terem acreditado que as encomendas decorrentes das concessões seriam realizadas em 2013, o que acabou não acontecendo.
No início deste ano a Fundação Getúlio Vargas havia divulgado um projeção de crescimento de 4% no Produto Interno Bruto (PIB) da construção em 2013, em agosto esta previsão foi reduzida à metade, 2%.  Mesmo reduzido, o valor do PIB será maior do que o registrado em 2012.
Concessões logísticas – A expectativa agora fica por conta das obras de infraestrutura, que dependem do sucesso das concessões logísticas. De acordo com Mario Humberto Marques, vice-presidente da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração, em entrevista para a Valor Setorial, o governo planeja passar para a iniciativa privada nove rodovias federais, a construção de 12 ferrovias, os aeroportos do Galeão (RJ) e Confins (MG), além de R$ 54 bilhões que deverão ser destinados à infraestrutura portuária.
O pacote de concessões anunciado pelo governo em 2012, terá um capítulo importante com o leilão de dois aeroportos, de um trecho ferroviário no Pará e das primeiras rodovias. A estimativa é que as encomendas geradas pelas concessões proporcionem ao setor de construção um crescimento duas vezes maior que PIB nos próximos cinco anos.
Saneamento – A falta de acesso a serviços de saneamento básico ainda é um problema de grande parte da população brasileira.  Para o presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, a solução para esse problema está na melhoria da gestão do setor, uma vez que muitas obras estão paralisadas devido a projetos mal elaborados, problemas nas licitações e burocracia nas licenças e desembolsos. 
Equipamentos – A perspectiva da indústria de máquinas e equipamentos de ter em 2013 um desempenho melhor do que em 2012, foi abalada pelos atrasos na execução de obras de infraestrutura. Como as obras não se desenvolvem, os clientes acabam adiando os investimentos, o que compromete as vendas. A compra de equipamentos pelo governo é o que têm ajudado os negócios do setor.
Material de Construção – O setor de materiais de construção vive um bom momento, após registrar um crescimento de 3,7% de janeiro a julho deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado, prevê fechar o ano com um índice acima do PIB.  A previsão é que o setor se mantenha aquecido com a vinda de grandes varejistas para o país.
Mão-de-obra – As empresas de construção estão investindo na qualificação da mão-de-obra, oferecendo benefícios e incentivos para os trabalhadores que buscam o aperfeiçoamento. O investimento na qualificação dos trabalhadores reflete na qualidade da obra, no respeito as normas de segurança e na incorporação de ações de sustentabilidade
Fonte: Revista Valor Setorial – Construção Civil

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